MUTUÍPE BAHIA
Feira Literária do Centenário reúne escolas e comunidade na comemoração dos 100 anos de Mutuípe
Entre os projetos apresentados, a Escola Anísio Teixeira levou para a feira trabalhos sobre a agricultura de Mutuípe, com destaque para o cacau, a banana e a mandioca. Os alunos participaram de aulas de campo, visitaram propriedades rurais e conversaram com produtores para conhecer os processos de cultivo e produção.
08/10/2026 18h22
Por: Anderson Bispo
Imagem: Ana Sampaio

A Feira Literária do Centenário de Mutuípe (Flicem) teve seu segundo dia de programação nesta quinta-feira (8), na quadra da Rua São Roque, reunindo escolas, estudantes, professores, familiares e moradores em atividades que integram as comemorações pelos 100 anos de emancipação política do município.

A secretária de Cultura, Esporte e Turismo, Sheila Souza, destacou a participação das escolas e da população nas atividades. A programação, iniciada na quarta-feira (7), contou com exposições e apresentações preparadas pelos estudantes. Para a noite, também estava previsto o FAN Retrô, edição especial do Festival Autoral de Música, reunindo participantes de diferentes edições do evento.

A secretária de Educação, Josilene Campos, explicou que a Flicem foi organizada para contar a história de Mutuípe a partir dos trabalhos desenvolvidos pelas escolas. Segundo ela, cada estudante contribuiu com um “pedacinho” dessa história, reunindo diferentes experiências e conhecimentos em uma espécie de “colcha de retalhos” sobre o município.

Entre os projetos apresentados, a Escola Anísio Teixeira levou para a feira trabalhos sobre a agricultura de Mutuípe, com destaque para o cacau, a banana e a mandioca. Os alunos participaram de aulas de campo, visitaram propriedades rurais e conversaram com produtores para conhecer os processos de cultivo e produção.

O aprendizado foi transformado em maquetes, cartazes, poemas e outras produções. Entre os trabalhos estavam representações de barcaças utilizadas na secagem do cacau, incluindo modelos que mostram estruturas antigas e a atual estufa solar. A banana também foi apresentada em diferentes receitas produzidas pelos estudantes.

A Escola Maria Júlia também participou com uma maquete que representa o bairro e parte de sua história. O trabalho levou cerca de um mês para ser construído e utilizou materiais recicláveis, como rolos de papelão, para reproduzir casas e elementos da comunidade, com referências ao antigo nome da região, Faiado.

A programação também contou com a participação das escolas do campo, ampliando a presença das diferentes comunidades que fazem parte da história de Mutuípe. Com os trabalhos apresentados, a Flicem aproximou os estudantes da memória, da cultura, da agricultura e das transformações do município ao longo de seus 100 anos.

Fonte: Interativa FM